sexta-feira, 18 de novembro de 2011



O sistema de recolhimento de lixo de Brazlândia ainda tem muito o que melhorar, apesar de ser a primeira cidade no DF a ter o projeto de coleta seletiva, o tratamento do lixo deixa a desejar desde a hora em que é recolhido nas ruas até quando passa pela cooperativa e vai para o lixão.

O problema começa com os garis, ou melhor, com o salário dos garis. A Cilda, que foi uma de nossas entrevistadas, está na profissão há 8 meses e o que não falta são reclamações. O salário na carteira é de R$2.000,00 mas não é isso o que eles recebem, ela disse que tem meses que mal recebe um salário mínimo. Depois, vêm as condições de trabalho, ou a falta delas, segundo a Cilda, mal há luvas para os garis, e não há uma função específica, por exemplo: há dias que ela trabalha no caminhão recolhendo o lixo das ruas, há dias que ela trabalha fazendo a limpeza das ruas com vassoura e pá, e há dias que ela é mandada para o setor rural fazer catação do lixo...

Segundo a dona Vilma, não há efetivo suficiente de funcionário e caminhões para fazer o recolhimento do lixo de forma mais eficaz e ágil. E a população não contribui para facilitar o trabalho dos garis, além de preconceituosa é mal educada; E, infelizmente, não há muito o que fazer em relação a conscientização das pessoas.

A maior parte dos garis têm apenas o ensino fundamental, uma vez que, apenas garis que trabalham para a SLU, especificamente, precisam ter ensino médio. No caso dos catadores, a maioria nem mesmo tem o ensino fundamental, e têm entre 25 e 50 anos de idade. Alguns deles, como a dona Maria José, estão na profissão há alguns anos, e só estão ali por falta de oportunidades de crescimento ou porque não quiseram investir nos estudos, etc. Todos moram em Brazlândia, a maioria em áreas próximas a locais não urbanizados.

Um outro aspecto negativo sobre a cooperativa de recolhimento e separação de lixo é que ela fica a poucos metro de uma área urbana, onde há casas, comércio, etc. Muitos moradores já reclamaram da localização da cooperativa. Além disso, fica próxima a nascentes.

Um aspecto positivo é a coleta seletiva que foi implantada em Brazlândia. A dona Maria José trabalha como catadora há 23 anos, -“No começo éramos 12 funcionários, agora, daquela época só resta eu, todos os outros saíram.” Ela e os outros funcionários são gratos pela coleta seletiva, ela nos disse que “é trabalho! Mas com a coleta seletiva a renda melhorou bastante!”

Apesar da falta de equipamento necessário para o trabalho, os catadores se relacionam bem e estão todos os dias lá para separar o lixo. O trabalho é feito sem luvas, sem máscaras e sem uma infra-estrutura segura, o maquinário usado e o galpão onde fica a esteira de separação do lixo, é velho e deteriorado. Mas, como as pessoas sempre dizem: a necessidade faz a ocasião. E é assim que os catadores trabalham, fazendo da necessidade a ocasião...

2 comentários:

  1. Vocês não postaram a identificação do grupo como saberei quem faz parte dele....

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  2. Eu coloquei a identificação no e-mail que te enviei, professor...

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